As pesquisadoras do NEGPEI, Stela da Rocha de Medeiros Dantas e Alessandra Jungs de Almeida, tiveram seus artigos publicados em dossiê divulgado pela Revista Brasileira de Políticas Públicas e Internacionais, o qual teve como tema: “Gênero e Relações Internacionais – visões das mulheres latino-americanas sobre feminismos, instituições e sexualidades”.
O artigo produzido por Stela também contou com a coautoria dos pesquisadores Mariana Baccarini, Pascoal Gonçalves e Beatriz Rocha. O trabalho, intitulado “A inserção da pauta feminista na agenda da ONU: dos documentos da I Conferência da Mulher aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável” pode ser encontrado no link.
Já o trabalho de Alessandra, intitulado “Gênero e feminismos no ensino de relações internacionais no Brasil”, pode ser acessado no seguinte link.
Mais informações sobre a edição completa podem ser encontradas no Portal de Periódicos da Editora UFPB.
No dia 22 de novembro, o jornal Le Monde Diplomatique publicou um texto produzido pela pesquisadora e integrante do NEGPEI, Alessandra Jungs de Almeida, que trata da recente recusa de financiamento a projetos de pesquisa sobre temáticas que abordam questões de gênero, sexualidade e movimentos sociais pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC).
Os projetos de pesquisa, já selecionados pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), tiveram seus financiamentos negados pela FAPESC, revelando um exemplo de backlash (retaliação) contra o progresso social e também contra a inovação que a própria instituição afirma defender.
Para entender a situação e ler o texto na íntegra, basta acessar o site do Jornal Le Monde Diplomatique.
No próximo dia 07/11, às 12:00 (horário de Boston – USA), a pesquisadora do NEGPEI, Alessandra Jungs de Almeida, apresentará um capítulo de sua tese de doutorado intitulada “Direitos reprodutivos na América Latina: ativismos transnacionais e a evolução das políticas de legalização e criminalização do aborto na Argentina e no Brasil (2010-2022)”.
O workshop, Political and Social Change, é organizado pelo Centro de Assuntos Internacionais da Universidade Harvard. Além de Alessandra, o evento também contará com as apresentações de Japonica Brown-Saracino, da Universidade de Boston, e de Gowri Vijayakumar, da Universidade Brandeis.
Mais informações podem ser encontradas no site do Centro.



A pesquisadora do NEGPEI Alessandra Jungs de Almeida, publicou recentemente um artigo de opinião intitulado “28S na América Latina e Caribe: a data que nos une na luta pelo direito ao aborto”. O texto foi escrito em colaboração com Martina Ferretto, da UBA na Argentina, e Rebeca Austria, da Flacso-México.
O texto aborda o 28 de setembro, Dia da Luta pela Descriminalização e Legalização do Aborto na América Latina e Caribe, destacando a importância dessa data para o movimento feminista regional. No artigo, as autoras refletem sobre os avanços conquistados em relação ao direito ao aborto, como as leis na Argentina, México e Colômbia, além dos desafios persistentes em muitos países da região, onde o aborto ainda é restrito ou proibido. A luta é marcada pela resistência aos retrocessos conservadores e pela constante necessidade de garantir o acesso ao aborto seguro, especialmente em um contexto de desigualdades sociais e econômicas.
O texto foi publicado em inglês pelo coletivo Feminist Perspectives do King’s College (Reino Unido) e pode ser acessado neste link.
Também foi publicado em português, no Portal Catarinas, um portal feminista no Brasil e pode ser acessado neste link.
Por fim, o texto foi publicado em espanhol, no jornal feminista La Brújula, de El Salvador, e pode ser lido no seguinte link e também no jornal feminista La Costilla Rota, do México, disponível no seguinte link.
O NEGPEI, Núcleo de Estudos de Gênero na Política Externa e Internacional, convida:
Venha fazer parte do Grupo de Estudos do NEGPEI no semestre 2024.2!
A partir de encontros mensais, com duração média de 1 hora e meia e no formato online, leremos e discutiremos artigos relativos a temáticas de Gênero e Relações Internacionais!
Estudantes de todos os cursos de graduação e pós-graduação, inclusive fora da UFSC, são bem-vindos(as). Para acessar o grupo de WhatsApp, escaneie o QR Code no banner ou acesse o link.
Datas, horários, temas e textos dos encontros:
- 25/09, 18h45min – Gênero e Segurança Internacional:
CARREIRAS, Helena. Gendered organizational dynamics in military contexts. 2017. 15 páginas.
- 16/10, 18h45min – Violência de Gênero no Trabalho:
BORIS, Eileen. From sexual harassment to gender violence at work: the ILO’s road to Convention #190. 2022. 20 páginas.
- 13/11, 18h45min – Gênero e Movimentos Sociais Internacionais:
CASE, Mary Anne. Trans formations in the Vatican’s War on “Gender Ideology”. 2019. 22 páginas.
- 11/12, 18h45min – Gênero e Economia Política Internacional:
MENON, Nidhiya Menon; RODGERS, Yana van der Meulen. International trade and women workers in the global south. 2021. 14 páginas.
Todos os textos podem ser encontrados na seguinte pasta (clique aqui).
A doutoranda Alessandra Jungs de Almeida, pesquisadora-estudante do NEGPEI e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais (PPGRI) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), defendeu no dia 2 de agosto de 2024 sua tese intitulada “Direitos reprodutivos na América Latina: ativismos transnacionais e a evolução das políticas de legalização e criminalização do aborto na Argentina e no Brasil (2010-2022)”. A defesa reuniu membros da comunidade acadêmica e ativista e foi avaliada pelas professoras Debora Lopreite (UBA), Catherine D’Ignazio (MIT), Cecilia Sardenberg (UFBA), Iara Leite (UFSC). A tese foi orientada pela profa. Mónica Salomón (UFSC), coordenadora do NEGPEI e professora do PPGRI-UFSC.

Defesa de Alessandra Jungs de Almeida do NEGPEI, 2 de agosto de 2024
A pesquisa da estudante abordou como os movimentos feministas e antifeministas transnacionais difundiram e internalizaram normas internacionais sobre direitos reprodutivos no Brasil e na Argentina, no período de 2010 a 2022. A tese destacou, em particular, o papel do movimento feminista da Maré Verde, originado na Argentina, na articulação e promoção da legalização do aborto na região e o conceito de ativismo transnacional de dados. A pesquisa incluiu entrevistas com 17 ativistas de organizações e movimentos sociais transnacionais, análise de 770 documentos de fóruns multilaterais, além de uma análise discursiva do conteúdo publicado por grupos antiaborto nas redes sociais.
A tese pode ser acessada neste link.

Banca avaliadora
A apresentação da doutoranda pode ser acessada no link a seguir:

ST 25: Justiça reprodutiva e justiça social: coalizões políticas e lutas interseccionais na América Latina e Caribe
Pesquisadoras do NEGPEI participaram na semana do dia 29 de julho de 2024 do Fazendo Gênero 13 – Contra o Fim do Mundo.
Stela Dantas, doutoranda no PPGRI-UFSC, apresentou a pesquisa “Políticas Públicas de Gênero: uma análise da implementação da Agenda ‘Mulheres, Paz e Segurança’ no Brasil” no Simpósio de Trabalho “Políticas Públicas, Mulheres e Carreira Científica: interseccionalidades e transversalidades do tempo presente”.
Alessandra Jungs de Almeida, doutoranda no PPGRI-UFSC, apresentou a pesquisa “Ativismos transnacionais da Argentina e do Brasil sobre direitos reprodutivos em fóruns multilaterais” no Simpósio de Trabalho “Justiça reprodutiva e justiça social: coalizões políticas e lutas interseccionais na América Latina e Caribe”.
NEGPEI divulga e convida a todes para participar do webinar organizado pela Amassuru: “La cuantificación de los feminicidios en América Latina”.
A Amassuru é uma rede de mulheres que trabalham com questões de segurança e defesa na América Latina e no Caribe (ALC), criada para promover o trabalho das mulheres na região, além de facilitar a visibilidade e os espaços de discussão na região.
O webinar contará com a participação da integrante e doutoranda do NEGPEI, Alessandra Jungs de Almeida, juntamente com Claudia Daniel (IDES-CONICET), Ángela Oyhandy (UNLP) e Angelina Solari (UNL). A mediação será conduzida por Natalia Romero Marchesini (idIHCS-UNLP/CONICET).
Detalhes do Evento
Data: 26 de julho
Hora: 18:00 (Horário de Brasília)
Plataforma: Zoom
Para participar, é necessário realizar a inscrição neste link.
O NEGPEI convida a comunidade UFSC para a defesa de tese da doutoranda do PPGRI e membra do NEGPEI Alessandra Jungs de Almeida.
Pedimos para quem for assistir, que inscreva-se no seguinte link.
Título: Direitos reprodutivos na América Latina: ativismos transnacionais e a evolução das políticas de legalização e criminalização do aborto na Argentina e no Brasil (2010-2022)
Resumo: Esta tese de doutorado analisa como os movimentos feministas e antifeministas transnacionais promoveram a difusão e a internalização de normas internacionais sobre direitos reprodutivos no Brasil e na Argentina entre 2010 e 2022. A pergunta central é: “Como os ativismos transnacionais feministas e antifeministas promoveram e internalizaram normas internacionais sobre a legalização e criminalização do aborto no Brasil e na Argentina?” Os objetivos da tese incluem: (1) identificar as ações, estratégias e métodos de ativismos transnacionais feministas e antifeministas no Brasil e na Argentina, situando historicamente suas ações; (2) analisar teoricamente as ações desses ativismos em fóruns multilaterais relacionados a gênero e sua relação com a política externa de ambos os países; (3) entender como esses ativismos transnacionais demandam, recusam e produzem dados para seus objetivos políticos. O argumento desenvolvido é que o movimento feminista da Maré Verde, que emergiu na Argentina mas atuou transnacionalmente, conseguiu articular e difundir a norma da legalização do aborto regionalmente sem depender das estruturas do Norte global, desafiando as teorias clássicas da difusão de normas que enfatizam a dependência das redes transnacionais em relação ao Norte global. Por outro lado, os movimentos antiaborto transnacionais do Brasil e da Argentina utilizaram estratégias de contra enquadramento, apesar de não terem envolvimento formal na maior parte das organizações internacionais regionais. Além disso, a demanda, recusa ou produção de dados pelos ativismos transnacionais feministas variou conforme a necessidade de capital e recursos humanos. Por vezes, organizações locais priorizaram o ativismo de dados interno, usando o ativismo transnacional de dados como recurso complementar. Em contraste, ativistas antiaborto utilizam estratégias de contra enquadramento, empregando a linguagem internacional de direitos humanos para se opor aos esforços de produção de dados dos grupos pró-direitos reprodutivos. A metodologia combina entrevistas com 17 ativistas de organizações e movimentos sociais transnacionais, análise documental de 770 documentos de fóruns multilaterais (dos quais 249 referem-se a direitos reprodutivos), e análise discursiva de material publicado por grupos antiaborto em suas mídias sociais.