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Grupo de Estudos 2026
O NEGPEI, Núcleo de Estudos de Gênero na Política Externa e Internacional, convida toda a comunidade a participar do Grupo de Estudos sobre normas internacionais.A partir do dia 01/06, daremos início a uma série de encontros voltados ao debate de temas fundamentais das Relações Internacionais, abordando a construção, difusão, tradução e contestação de normas internacionais, com especial atenção às discussões sobre gênero.
Ao longo dos encontros, iremos discutir textos clássicos e contemporâneos da área, promovendo um espaço coletivo de troca, reflexão crítica e aprofundamento teórico. São 7 encontros com duração média de 1 hora e meia e no formato online.
Datas, horários, temas e textos dos encontros:
- 01/06 (Segunda-Feira) – 18h30min: Introdução às Normas Internacionais
FINNEMORE, Martha; SIKKINK, Kathryn. International Norm Dynamics and Political Change. International Organization, v. 52, n. 4, p. 887–917, 1998.
- 15/06 (Segunda-Feira) – 18h30min: Introdução às Normas Internacionais
RISSE T, SIKKINK K. The socialization of international human rights norms into domestic practices: introduction. In: Risse T, Ropp SC, Sikkink K, eds. The Power of Human Rights: International Norms and Domestic Change. Cambridge Studies in International Relations. Cambridge University Press; 1999, 1-38.
- 29/06 (Segunda-Feira) – 18h30min: Introdução às Normas Internacionais
BJÖRKDAHL, Annika. Norms in International Relations: Some Conceptual and Methodological Reflections. Cambridge Review of International Affairs, v. 15, n. 1, p. 9–23, 2002.
- 10/08 (Segunda-Feira) – 18h30min: Difusão de Normas Internacionais
Ayoub, Phillip; Stoeckl, Kristina. “The Double-Helix Entanglements of Transnational Advocacy: Moral Conservative Resistance to LGBTI Rights”. Review of International Studies, v. 50, p. 1–23, 2023.
- 24/08 (Segunda-Feira)- 18h30min: Tradução de Normas Internacionais
ZWINGEL, Susanne. Gender Equality Norms in International Governance: Actors, Contexts, and Meanings. Cham: Palgrave Macmillan, 2020.
- 09/10 (Quarta-Feira) – 18h30min: Normas de Gênero e Governança
ROGGEBAND, Conny; VAN DER VLEUTEN, Anna; VAN EERDEWIJK, Anouka. Feminist Engagement with Gender Equality in Regional Governance. Palgrave Macmillan, 2020.
- 23/10 (Quarta-Feira) – 18h30min: Contestação de Normas Internacionais
SANDERS, Rebecca. Norm Spoiling: Undermining the International Women’s Rights Agenda. International Affairs, v. 94, n. 2, p. 271–287, 2018.
Todos os textos podem ser encontrados na seguinte pasta (clique aqui).
Siga o instagram do NEGPEI (@negpei) para atualizações.
Link dos encontros: https://conferenciaweb.rnp.br/ufsc/negpei
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Mestranda do NEGPEI realiza qualificação de dissertação
O Núcleo de Estudos de Gênero na Política Externa e Internacional (NEGPEI) parabeniza a mestranda Luciana Carvalho Garcia Oliveira pela realização de sua qualificação de dissertação de Mestrado, ocorrida no dia 30 de abril de 2026.Intitulada “Ativismo transnacional antigênero: o papel de organizações não-governamentais pró-família na contestação de normas sobre a família em organizações internacionais (2014–2024)”, a pesquisa analisa o ativismo transnacional antigênero, com foco na atuação de organizações não-governamentais no processo de contestação de normas internacionais relacionadas à família, especialmente em defesa da chamada “família natural”.
A dissertação é orientada pela Profa. Dra. Mónica Salomón e coorientada pela Profa. Dra. Alessandra Jungs. A banca examinadora foi composta pela Profa. Dra. Liana Bohn (PPGICH/UFSC) e pela Profa. Dra. Cristina Scheibe Wolff (PPGICH/UFSC).
O NEGPEI deseja sucesso à pesquisadora na continuidade de sua trajetória acadêmica e no desenvolvimento de sua pesquisa.
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NEGPEI participa do Programa de Formação Vida, Voz e Direitos
Em 24 de abril de 2026, na cidade de Criciúma, Santa Catarina, ocorreu a cerimônia de abertura do Programa de Formação Vida, Voz e Direitos.A iniciativa do Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina (IEG/UFSC) reúne atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à capacitação de mulheres líderes comunitárias e profissionais da rede de educação em municípios catarinenses. Dentre as coordenadoras da iniciativa estão a Profª Drª Mónica Salomón e a participação de integrantes do NEGPEI: Alessandra Jungs de Almeida, Bárbara Rocha, Georgia Faust e Murilo Medeiros.

O programa se organiza em duas frentes formativas. A primeira ocorre de forma presencial em Criciúma, por meio do curso “Direitos que a Gente Vive”, direcionado a mulheres que exercem ou desejam exercer papéis de liderança em suas comunidades. A segunda frente é o curso online “Educar para uma vida sem violências”, voltado à rede de ensino básico em Santa Catarina. Além de contemplar ações de pesquisa-ação que visam subsidiar a formulação de políticas públicas.Para mais informações, acesse: https://ieg.ufsc.br/noticias/iegufsc-lanca-o-programa-de-formacao-vida-voz-e-direitos-para-fortalecer-mulheres-e-enfrentar-violencias-em-santa-catarina
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Pesquisadora do NEGPEI, Georgia Faust, publica artigo na Revista Carta Internacional
A pesquisadora do NEGPEI, doutoranda Georgia Paula Martins Faust, publicou o artigo intitulado “‘Remessas invisíveis: a economia oculta das mulheres migrantes” na revista Carta Internacional.O artigo analisa como o trabalho de cuidado e emocional realizado por mulheres migrantes constitui uma ‘remessa invisível’ que sustenta a economia global, mas é excluída das estatísticas e políticas econômicas. Com base na economia política feminista, é argumentado que o produtivismo e a desvalorização do cuidado sustentam a precarização feminina, especialmente nas cadeias globais de cuidado. Para tal, foram apresentados dados estimativos sobre o peso das mulheres nas remessas monetárias internacionais e discutida a invisibilidade das remessas afetivas. Conclui-se abordando a necessidade de repensar conceitos econômicos e a adotação de metodologias que reconheçam o trabalho reprodutivo — de cuidado e emocional — como parte essencial das economias.
A leitura do artigo está disponível no site da Revista Carta Internacional. Acesse pelo link.
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Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC) abre inscrições para o Curso de Curta Duração “Educar para uma vida sem violência”

O Instituto de Estudos de Gênero (IEG) da UFSC está com inscrições abertas para o Curso de Curta Duração “Educar para uma vida sem violência”. O curso está com inscrições disponíveis de 15 de abril a 17 de maio, por meio do link: https://inscricoes.ufsc.br/9ccded. A capacitação será realizada na modalidade online, com início no dia 1º de julho, quando ocorrerá o primeiro encontro, dedicado ao tema “Gênero, Sociedade e Violências”.
A formação tem como objetivo capacitar profissionais da Rede de Ensino Básico de diferentes escolas de Santa Catarina, abordando Relações de Gênero, Estudos Feministas e Sexualidades no contexto das práticas escolares, com ênfase nas violências nas escolas. As aulas ocorrerão às quartas-feiras, das 19h às 21h, ao longo de seis encontros, nas seguintes datas: 01/07, 08/07, 15/07, 22/07, 29/07 e 05/08. Os encontros serão transmitidos via Zoom ou YouTube, e haverá emissão de certificado para participantes que cumprirem os requisitos do curso.
Este é o 9º Curso de Curta Duração vinculado ao Programa de Formação “Vida, Voz e Direitos”, iniciativa do IEG que integra ensino, pesquisa e extensão. O programa é voltado à capacitação de mulheres como lideranças comunitárias e profissionais da rede de educação em municípios de Santa Catarina, sendo desenvolvido entre setembro de 2025 e setembro de 2026, com atividades presenciais e online. Entre seus objetivos estão o fortalecimento do acesso das mulheres a direitos, a ampliação de sua atuação em territórios comunitários e escolares e o enfrentamento das diversas formas de violência de gênero — física, psicológica, sexual, moral e política — que afetam mulheres, meninas e adolescentes.
A iniciativa surge em um contexto de avanço de discursos conservadores e neoconservadores no estado, que têm dificultado a implementação de políticas públicas de igualdade de gênero e enfraquecido ações de prevenção às violências, especialmente em escolas e espaços de participação social. Nesse cenário, o programa aposta na formação crítica, na articulação em rede e na valorização dos saberes locais como estratégias de transformação social.
Além das atividades formativas, o programa prevê a realização de uma pesquisa-ação voltada ao mapeamento e à sistematização de boas práticas locais de enfrentamento às violências, bem como a produção de materiais didáticos acessíveis e contextualizados. Esses materiais poderão subsidiar políticas públicas e fortalecer redes de apoio entre universidade, escolas, organizações sociais e instituições públicas. Coordenado por uma equipe multidisciplinar de pesquisadoras e professoras da UFSC, o programa reafirma o compromisso da universidade com a extensão universitária crítica, a defesa dos direitos humanos e a construção de uma sociedade mais justa, democrática e livre de violências.
A iniciativa também reforça o compromisso do IEG/UFSC com a promoção da igualdade de gênero e a defesa dos direitos humanos, especialmente diante dos desafios à implementação de políticas públicas voltadas às mulheres em Santa Catarina, contando com recursos provenientes de Emenda Parlamentar destinada pela Deputada Federal Ana Paula Lima.
Curso de Curta Duração “Educar para uma vida sem violências”
Inscrições: 15/04 a 17/05
Link: https://inscricoes.ufsc.br/9ccdedDuração: 6 encontros (01/07, 08/07, 15/07, 22/07, 29/07 e 05/08)
Horário: 19h às 21h
Modalidade: Online (Zoom ou YouTube)
Certificação: mediante cumprimento dos requisitos do cursoComo se inscrever (público externo à UFSC):
Acesse o link de inscrição e clique em “Solicitar Inscrição”. Caso não possua cadastro, selecione “Cadastrar-se” e preencha os campos obrigatórios, evitando o uso de e-mails dos domínios hotmail.com, live.com e outlook.com. Após salvar os dados, confirme o cadastro por meio do link enviado ao e-mail (verifique também as pastas de spam). Em seguida, retorne ao sistema, acesse “Ir para inscrições” e clique em “Confirmar”.Na etapa seguinte, complemente as informações solicitadas (endereço, UF, município, telefone, formação e área de atuação), leia e concorde com a Declaração de Responsabilidade e clique em “Continuar”. Por fim, anexe um documento com foto que comprove sua atuação e finalize o processo. A inscrição será registrada e ficará sujeita à homologação, que poderá ser acompanhada pelo e-mail ou pelo sistema.
Para maiores informações, acesse: https://ieg.ufsc.br/noticias/inscricoes-abertas-para-o-curso-de-curta-duracao-educar-para-uma-vida-sem-violencias
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Dissertação de mestrado sobre ativismo transnacional e violência de gênero no trabalho foi defendida no NEGPEI da UFSC
O NEGPEI parabeniza a mestra Bárbara Silveira Inácio Rocha, que realizou no dia 3 de março de 2026 a defesa de sua dissertação de mestrado.Intitulada “A rede de ativismo transnacional na agenda de violência de gênero no trabalho: o caso da Convenção 190 da OIT”, a dissertação investiga a formação de uma rede transnacional de ativismo composta por organizações não estatais, como ONGs e sindicatos, que estabeleceram alianças e se mobilizaram com o objetivo de pressionar o sistema tripartite da Organização Internacional do Trabalho tanto pela criação de uma convenção internacional quanto pela definição de seu conteúdo.
A dissertação foi orientada pela Profa. Dra. Mónica Salomón (PPGRI/UFSC). A banca examinadora foi composta pela Profa. Dra. Liana Bohn (PPGICH/UFSC), Profa. Dra. Thaís de Souza Lapa (PPGSP/UFSC) e Profa. Dra. Alessandra Jungs de Almeida (Simmons University/EUA).
Em breve, a dissertação completa estará disponível no repositório da UFSC.
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NEGPEI na CSW70: pesquisadora do NEGPEI participa de delegação brasileira no principal fórum global de gênero da ONU

Delegação brasileira da CSW70 no consulado brasileiro em Nova York.
A pesquisadora Alessandra Jungs de Almeida, integrante do NEGPEI, participou da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW70) da ONU, realizada em Nova York, como parte da delegação brasileira. A CSW é o principal espaço formal de discussão sobre gênero entre governos em âmbito global.
A delegação brasileira foi ampla e diversa, reunindo representantes da academia, da sociedade civil e de governos municipais, estaduais e federal. Para Alessandra, a participação teve um significado especial: os debates da CSW e os discursos pró e contra direitos sexuais e reprodutivos foram objeto de estudo em seu doutorado no PPGRI e NEGPEI-UFSC e a CSW70 representou a oportunidade de vivenciar, na prática, os processos que ela analisou academicamente.

Alessandra em uma plenária da CSW70, nas Nações Unidas.
A edição deste ano, no entanto, foi marcada por tensões significativas. Atores contrários aos direitos de mulheres cis e trans e de pessoas LGBTQIA+ atuaram de forma intensa nas negociações. Entre os pontos de atenção estiveram as tentativas dos Estados Unidos de reler consensos históricos de direitos humanos, como a Plataforma de Ação de Pequim, a partir de perspectivas que ameaçam avanços já conquistados, além da forte circulação de discursos antigênero por parte de alguns governos e organizações da sociedade civil. Em contrapartida, o Brasil atuou ao lado de outros países no sentido de barrar essas investidas, e as propostas antigênero foram rejeitadas no último dia do evento, em 19 de março.
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Tese de doutorado desenvolvida no NEGPEI recebe 2ª Menção Honrosa no 3º Prêmio Zahidé Muzart
Com orgulho, o NEGPEI celebra o reconhecimento de mais uma pesquisa produzida em seu âmbito: a tese de doutorado de Alessandra Jungs de Almeida, intitulada “Direitos reprodutivos na América Latina: ativismos transnacionais e a evolução das políticas de legalização e criminalização do aborto na Argentina e no Brasil (2010-2022)”, orientada pelaProf.ª Mónica Salomón, recebeu hoje a 2ª Menção Honrosa na categoria Teses de Doutorado do 3º Prêmio Zahidé Muzart, promovido pelo Instituto de Estudos de Gênero (IEG/UFSC).A cerimônia de entrega dos prêmios ocorreu hoje no Espaço Cultural Gênero e Diversidades (ECGD/UFSC), no Campus Trindade da Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

Profa. Mónica Salomón (à direita) recebendo o prêmio.
Desenvolvida no âmbito do NEGPEI e orientada pela Prof.ª Mónica Salomón, a tese investiga os ativismos transnacionais em torno dos direitos sexuais e reprodutivos na América Latina, com foco nas trajetórias das políticas de legalização e criminalização do aborto na Argentina e no Brasil entre 2010 e 2022.
O Prêmio Zahidé Muzart é uma iniciativa do IEG/UFSC que reconhece a excelência de trabalhos acadêmicos, teses de doutorado, dissertações de mestrado e TCCs, comprometidos com os estudos de gênero e o pensamento feminista. Nesta edição, as comemorações integram os 20 anos do instituto.
O NEGPEI parabeniza Alessandra pela conquista!
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Doutorando do NEGPEI realiza Exame de Qualificação de Doutorado
O NEGPEI parabeniza o doutorando Murilo da Silva de Medeiros que realizou, no dia 27 de novembro de 2025, seu Exame de Qualificação de Doutorado.A pesquisa, intitulada “Gendered Global Commodity Chains: um estudo dos mecanismos de desigualdade de gênero na cadeia logística sul-catarinense de exportação de commodities”, investiga como relações de gênero estruturam as diferentes etapas da cadeia logística de exportação, terrestre, portuária/aduaneira e marítima, no contexto das cadeias globais de commodities (GCC) e das cadeias globais de valor (GVC). O trabalho é orientado pela Profa. Dra. Mónica Salomón (PPGRI/UFSC).
A banca examinadora foi composta por:
Profa. Dra. Mónica Salomón (PPGRI/UFSC – orientadora)
Prof. Dr. Fernando Seabra (PPGRI/UFSC)
Profa. Dra. Liana Bohn (CNM/UFSC)
Profa. Dra. Flávia Nico Vasconcelos (DCS/UFES)
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Pesquisadora do NEGPEI participa de conferências internacionais
O NEGPEI esteve presente recentemente em dois eventos internacionais dedicados aos debates sobre gênero e Relações Internacionais: a Conference on Gender and International Affairs 2025 – Gender, Intersectionality, and the Global Rise of Authoritarianism, realizada na Fletcher School of Law and Diplomacy (Tufts University) e o Seminario Internacional Amassuru – Retos para la Construcción de Paz en Contextos de Violencia, na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM).
Conference on Gender and International Affairs 2025 – Fletcher School (Tufts University)
Na CGIA 2025, Alessandra Jungs de Almeida, pesquisadora do NEGPEI, integrou o painel “Tech, Power & Gender: Navigating Control & Resistance Online”. Em sua intervenção, ela discutiu como debates contemporâneos sobre inteligência artificial, dados e imaginários sobre of futuro da tecnologia muitas vezes desconsideram que tais visões abstratas podem gerar “efeitos autoritários”, conforme proposto por Rita Laura Segato ao falar de utopias (La Guerra Contra las Mujeres, 2016). Utilizando como exemplo um artigo desenvolvido no âmbito do projeto Dados Contra o Feminicídio, a pesquisadora argumentou que, em vez de buscar um quadro em branco para impor futuros tecnológicos, é necessário observar práticas reais de resistência já existentes. Ela destacou como, em diversos contextos latino-americanos, ativistas feministas e redes de familiares de vítimas de feminicídio vêm construindo alternativas por meio do ativismo de dados feminista. Especialmente, ao produzir e circular dados de feminicídio transnacionalmente, esses grupos não só enfrentam a violência, como também propõem formas de engajar tecnologia baseadas em solidariedade, memória coletiva e experiências vividas que constroem-se a partir de problemas concretos na região.Seminario Internacional Amassuru – Retos para la Construcción de Paz en Contextos de Violencia (UNAM)
Na UNAM, Alessandra apresentou a conferência “Repensar la paz desde los feminismos: aprendizajes del libro Estudios Feministas de Seguridad desde América Latina y el Caribe”.Durante sua fala, ela apresentou o livro Estudios Feministas de Seguridad desde América Latina y el Caribe (UFSC, 2025). O livro, apoiado pelo NEGPEI, reúne mais de 30 contribuintes, incluindo ativistas, profissionais da segurança e defesa em governos e ONGs, além de pesquisadoras da região, em um esforço coletivo, transnacional e feminista para repensar a segurança desde a América Latina e o Caribe desde um ponto de vista feminista.
🔗 O livro pode ser acessado aqui.